Sintomas e causas da esclerose múltipla nas mulheres

17/09/2026Cuidados e assistência

Sabias que a esclerose múltipla é até três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens? Esta doença autoimune, que afeta o cérebro e a medula espinhal, apresenta sintomas variados, dependendo de cada pessoa. Os primeiros sintomas da esclerose múltipla nas mulheres surgem geralmente na juventude, entre os 20 e os 40 anos. De facto, atualmente, esta doença é a principal causa de incapacidade nos jovens, a seguir aos acidentes de viação.

Uma vez que se trata de uma doença crónica que costuma afetar desde a juventude, os efeitos podem acompanhar a pessoa ao longo de toda a vida, gerando um impacto notável na saúde física, cognitiva e emocional, especialmente em fases avançadas. Neste artigo, tentaremos explicar por que razão a esclerose múltipla é mais frequente nas mulheres do que nos homens e daremos a conhecer os sintomas mais comuns, bem como aqueles que são específicos das mulheres.

Sintomas mais comuns da esclerose múltipla nas mulheres

A esclerose múltipla em mulheres jovens e idosas apresenta um vasto leque de sintomas que varia consoante a evolução da doença. Esta afeção ocorre quando o sistema imunitário ataca por engano a mielina, uma substância que reveste e protege os neurónios, provocando danos no sistema nervoso central.

À medida que a doença progride, os sintomas da esclerose múltipla nas mulheres e nos homens intensificam-se, especialmente em pessoas idosas com uma evolução prolongada. Identificar estes sintomas permite personalizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida:

Fadiga crónica

A fadiga é um dos sintomas mais frequentes da esclerose múltipla. Afeta 80% das pessoas com esta doença e pode ser verdadeiramente debilitante, dificultando as atividades quotidianas.

Problemas de visão

Os primeiros sintomas da esclerose múltipla nas mulheres incluem neurite óptica, caracterizada por visão turva, perda parcial da visão num dos olhos, além de movimentos involuntários dos olhos.

Dormência e formigueiro

É muito frequente, entre os primeiros sintomas da esclerose múltipla, que surjam problemas sensoriais, como dormência e formigueiro nas mãos, pés, pernas ou no rosto.

Alterações motoras e de equilíbrio

A dificuldade em andar, os espasmos musculares e os problemas de coordenação são comuns na esclerose múltipla, tanto em homens como em mulheres, mas são ainda mais pronunciados em pessoas idosas, devido à deterioração progressiva desta doença.

Perturbações cognitivas

A doença pode afetar a memória, a concentração e as capacidades organizacionais, dificultando as atividades diárias de jovens e idosos com esclerose múltipla.

Dor crónica e espasticidade

A dor, a rigidez muscular ou neuropática e os espasmos involuntários são sintomas frequentes que tendem a intensificar-se em fases avançadas, limitando a mobilidade e a independência da pessoa afetada.

Causas da esclerose múltipla nas mulheres

Por que razão a esclerose múltipla é mais frequente nas mulheres? Embora as causas exatas ainda estejam a ser investigadas, os especialistas apontam vários fatores que contribuem para esta disparidade:

Fatores hormonais

Verificou-se que as flutuações hormonais, como as associadas ao ciclo menstrual, à gravidez ou à menopausa, influenciam o aparecimento e a progressão da esclerose múltipla em mulheres jovens.

Assim, está comprovado que, durante a menstruação, os sintomas da doença (fadiga, dor, espasticidade) se intensificam. Em contrapartida, durante a gravidez, a frequência dos surtos diminui, para depois, no pós-parto, os sintomas voltarem a intensificar-se. Também na menopausa, com a diminuição dos estrogénios, o risco de recaída volta a aumentar.

Fatores ambientais

A exposição limitada ao sol, os baixos níveis de vitamina D e o tabagismo são fatores de risco reconhecidos para a esclerose múltipla nas mulheres. De facto, vários estudos demonstraram que a influência da vitamina D no sistema imunitário e na EM é mais importante nas mulheres do que nos homens.

Sistema imunitário hiperativo

De acordo com vários estudos científicos, as mulheres apresentam uma resposta imunitária mais forte, o que poderá explicar a sua maior vulnerabilidade às doenças autoimunes.

Predisposição genética

Existe uma componente genética que intervém no desenvolvimento da esclerose múltipla. No entanto, até ao momento, não foram detetadas diferenças genéticas entre homens e mulheres.

Reabilitação para pessoas com esclerose múltipla

Como podemos ver, a esclerose múltipla é uma doença complexa que afeta homens e mulheres, jovens e adultos. Para as pessoas que convivem com esta doença há anos, pode existir uma limitação funcional. Mas, apesar de não ter cura, é possível melhorar a qualidade de vida através de um tratamento e cuidados adequados.

É por isso que a emeis dispõe do Centro de Reabilitação da Giesta (CRG), um centro especializado em cuidados de reabilitação para pessoas que necessitam de acompanhamento centrado na recuperação funcional. O centro conta com uma equipa multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, terapeutas e pessoal auxiliar, que trabalha de forma individualizada com cada utente para promover a recuperação dos movimentos, aumentar a autonomia e melhorar a qualidade de vida. Emeis

No âmbito da neurologia, o Centro de Reabilitação da Giesta acompanha diferentes patologias neurológicas, como o AVC, a paralisia cerebral e a doença de Parkinson, através de consultas de medicina física e terapias de reabilitação adaptadas às necessidades de cada pessoa. Os planos de tratamento são personalizados e ajustados de acordo com os objetivos definidos pela equipa técnica e pelo utente.

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