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A comunicação humana é mais do que trocar palavras; é um vínculo que nos identifica e nos confere autonomia. No entanto, durante a velhice, este processo pode ser afetado por alterações neurológicas que interferem no modo de falar.
Para cuidadores e familiares, compreender o que é a disartria favorece a empatia e o apoio adequado a quem não consegue expressar-se como deseja.
Neste artigo, resumiremos o que é a disartria e como ajudar uma pessoa com sintomas evidentes, tais como fala arrastada, voz fraca ou ritmo alterado.
Tabela de Conteúdos
A disartria é uma alteração motora da fala que surge, geralmente, após danos cerebrais ou patologias neurológicas, como acidentes cerebrovasculares (AVC). Estas condições podem paralisar, enfraquecer ou prejudicar a coordenação dos músculos associados à fala.
É fundamental distinguir a disartria da afasia: enquanto a afasia é um transtorno da formulação ou compreensão da linguagem, na disartria a capacidade cognitiva e a intenção comunicativa permanecem intactas. A dificuldade é estritamente motora e o idoso não consegue produzir sons claros.
A articulação clara requer a coordenação de mais de 100 músculos entre os lábios, o palato, a língua, a laringe e o diafragma. Na disartria, ocorre um desequilíbrio nos “motores básicos” da fala, resultando em:
Existem seis categorias principais baseadas na localização da lesão e nos sintomas resultantes:
Os sintomas variam consoante a causa, afetando principalmente a clareza e a fluidez.
A disartria pode ser acompanhada por outras disfunções que afetam a saúde dos idosos:
Identificar a causa é crucial para determinar o prognóstico e o plano de reabilitação.
As causas incluem lesões vasculares, tumores, infeções (encefalite ou meningite) ou doenças autoimunes como a miastenia gravis. Importa notar que fármacos sedantes ou anticonvulsivantes também podem provocar fala arrastada.
O AVC é a causa mais frequente de disartria súbita. Em Portugal, as primeiras 48 horas são cruciais para o início da reabilitação precoce após um AVC hemorrágico.
Além disso, traumas cranianos por quedas e doenças como Parkinson ou Esclerose Múltipla são fatores de risco elevados. Só na doença de Parkinson, até 80% dos doentes podem desenvolver disartria.
O diagnóstico é multidisciplinar, envolvendo neurologistas e terapeutas da fala (logopedistas). O protocolo inclui:
Durante o exame, o terapeuta solicita tarefas como sustentar vogais para avaliar o suporte respiratório ou repetir sílabas rápidas (exemplo: “pa-pa-pa”) para analisar a agilidade motora labial e lingual.
Embora algumas causas de disartria sejam incuráveis, a terapia da fala é sempre benéfica para melhorar a qualidade de vida e prevenir o isolamento social.
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