Responsável: emeis e as suas filiais; Finalidade: Responder à consulta ou pedido de informação; Legitimação: Consentimento; Destinatários: os dados não serão comunicados a terceiros, exceto se legalmente exigido; Direitos: Acesso, retificação, supressão, bem como os demais incluídos na; Mais informações: Política de Privacidade www.emeis.pt
A perda de água numa pessoa idosa nem sempre se manifesta com sede e isso é algo que, sem dúvida, pode complicar a prevenção da desidratação.
Se o seu familiar parece cansado, tem a pele seca e mostra menos vontade de se mover, precisa de estar atento. Os sintomas de desidratação nos idosos podem ser silenciosos e realmente perigosos.
Neste guia rápido, vamos ensiná-lo a tratar a “sede invisível” nos idosos e como evitar complicações no organismo.
Tabela de Conteúdos
As pessoas mais velhas, tal como as crianças, podem desidratar muito rapidamente.
No caso dos bebés e crianças, a sua taxa metabólica elevada faz com que queimem energia e água mais depressa do que os adultos.
Os idosos, por sua vez, contam com uma menor reserva de água no organismo, devido à perda de massa muscular. Além disso, os seus rins costumam tornar-se menos eficientes a reter líquidos, acelerando a desidratação.
Outra causa comum está presente a nível cerebral. Nos idosos, o cérebro pode deixar de enviar sinais claros de sede (a partir do hipotálamo). Por esta razão, não devemos esperar que o idoso peça água. É importante fornecer-lhes hidratação regularmente, mesmo que não se queixem de sede ou não queiram beber nada.
Outras causas comuns de desidratação na terceira idade são a diabetes, a insuficiência renal, a medicação que aumenta a perda de líquidos (diuréticos) e o medo da incontinência.
Os primeiros indícios de desidratação nos idosos costumam ser subtis e físicos:
A cor da urina é um detalhe fundamental. Se a urina se assemelha à cor de sumo de maçã concentrado, é preciso agir. Se for como uma cerveja clara, a hidratação é adequada.
Quando a desidratação avança, os sintomas são mais perigosos:
A desidratação deve ser prevenida diariamente. A evidência científica indica que a desidratação duplica o risco de desenvolver demência a longo prazo e afeta funções críticas como a atenção sustentada.
Além disso, um idoso desidratado é mais propenso a quedas e fraturas. Manter o equilíbrio hídrico é, portanto, uma forma de proteger a sua autonomia física e mental.
Se quer potenciar a saúde cerebral do seu familiar idoso, combinar uma boa hidratação com exercícios mentais, como a estimulação cognitiva, será de grande ajuda para prevenir problemas maiores.
A rotina é a chave para prevenir os sintomas de desidratação nos idosos. Não basta dizer-lhes para beberem mais água. É imprescindível aplicar estratégias diárias:
Não ofereça água apenas quando o idoso pede. Conforme a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o SNS24, beber água é a principal forma de manter o corpo hidratado, com eletrólitos e minerais. Outras opções para uma hidratação adequada na velhice são:
Habitue o seu familiar idoso a beber um copo de água com cada toma de medicação ou no momento da sua higiene oral.
A “hora do chá” ou acompanhar uma atividade lúdica com infusões saudáveis é uma excelente forma de unir momentos agradáveis à ingestão de líquidos.
As gelatinas, sopas leves, frutas ricas em água e os purés de legumes favorecem a hidratação. Além disso, são uma boa forma de ajudar os idosos com dificuldade em engolir (disfagia).
Para os idosos que se cansam da água ou não a querem beber, adicione rodelas de fruta à água como lima, laranja ou maçã, para lhe dar sabor e torná-la mais atrativa.
Coloque um jarro de água na mesa e ofereça um copo cada vez que o idoso tomar a sua medicação.
Se houver diarreia ou vómitos, reponha imediatamente os líquidos e eletrólitos perdidos com infusões, água fresca, sopas leves ou soros orais, e informe o médico ou outro profissional de saúde.
Se o idoso apresentar confusão, sonolência, taquicardia, pele fria ou dificuldade em beber, não hesite: procure cuidados de saúde.
Em casos graves, pode ser necessária a hidratação subcutânea (hipodermoclise), sempre sob prescrição médica. Esta técnica é eficaz e menos invasiva que a via intravenosa, sendo ideal para doentes geriátricos. Pode realizar-se inclusive no domicílio, sob supervisão da equipa de enfermagem.
Para saber mais: