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A alimentação entérica é um suporte essencial para quem não consegue alimentar‑se pela boca de forma segura ou suficiente. Esta forma de nutrição torna‑se uma aliada que previne a desnutrição, melhora a energia e contribui na recuperação do utente.
Para cuidadores e familiares, o procedimento pode despertar certas dúvidas, devido aos cuidados especiais para evitar complicações. No entanto, quando bem indicada e acompanhada, a nutrição por sonda oferece muitos benefícios e reduz os internamentos hospitalares prolongados.
Na emeis, mostrar-lhe-emos como a nutrição entérica pode ajudar na alimentação saudável em idosos com doenças neurológicas, dificuldades de deglutição (disfagia) ou em risco nutricional.
Conheça e siga as nossas recomendações!
Tabela de Conteúdos
A alimentação entérica é um método seguro que fornece nutrientes e líquidos diretamente ao estômago ou intestino para a sua digestão natural e absorção. É realizada mediante dispositivos como sondas ou ostomias, sendo recomendada para pessoas que não conseguem comer o suficiente de forma voluntária.
Nesta forma de nutrição, utilizam-se fórmulas líquidas, completas e equilibradas, ricas em macronutrientes (proteínas, lípidos e hidratos de carbono) e micronutrientes (vitaminas e minerais).
A Direção-Geral da Saúde (DGS) orienta o seu uso quando a ingestão oral não cobre pelo menos 60% das necessidades energéticas e proteicas do doente durante vários dias.
A principal diferença reside na via de administração. Enquanto a alimentação normal é fisiológica e feita por via oral, a nutrição entérica utiliza sondas para conduzir a fórmula líquida diretamente ao estômago ou ao intestino.
Embora o paciente não perceba sabores, texturas ou aromas, o organismo recebe os nutrientes exatos de que necessita. Esta precisão é fundamental para o suporte nutricional de idosos com doenças crónicas, fragilidade clínica ou necessidades específicas.
Como medida de suporte nutricional, é ideal nas seguintes situações:
Em doenças graves, infeções, cirurgias ou internamentos prolongados, o corpo consome mais energia do que o habitual. A alimentação entérica evita a perda de massa muscular, mantém o intestino ativo e contribui para reduzir infeções.
Quando a deglutição deixa de ser segura (como em pessoas com AVC, Alzheimer, Parkinson ou ELA), comer pode transformar-se num risco. Nestes casos, a alimentação entérica pode reduzir o risco de pneumonia por aspiração, facilitar a administração de medicamentos e evitar engasgamentos frequentes.
Em demência avançada, a decisão deve ser ponderada, respeitando sempre o conforto da pessoa.
Após cirurgias do trato digestivo, cabeça ou pescoço, a sonda permite nutrir sem esforço e sem dor. Ajuda a preservar a força muscular, acelera a cicatrização e facilita a reabilitação, permitindo que muitos idosos recuperem vitalidade e regressem ao seu lar.
Cada tipo de sonda tem um propósito específico, dependendo da condição clínica e do tempo previsto de utilização:
Conheça algumas das vantagens para idosos e doentes crónicos:
A desnutrição enfraquece os músculos, causa apatia, aumenta o risco de infeções e atrasa a recuperação. A nutrição entérica ajuda a corrigir os défices nutricionais, preservar a massa muscular, fortalecer o sistema imunitário e garantir a hidratação.
Com acompanhamento profissional, os resultados são mais eficazes e as complicações diminuem drasticamente.
A nutrição entérica pode devolver a energia e a vitalidade ao paciente, reduzindo a ansiedade relacionada com as refeições.
Embora seja segura, exige atenção diária do cuidador para prevenir riscos.
As complicações comuns incluem diarreia, vómitos, abdómen distendido, obstrução da sonda ou infeções no estoma. Contacte a equipa de saúde imediatamente se notar: febre, saída da sonda, dificuldade respiratória ou pus no local da inserção.
Para minimizar os riscos associados, é fundamental seguir rigorosamente os protocolos de segurança:
A formação contínua das equipas de saúde e cuidadores domiciliários é crucial. Na alimentação entérica, o manuseamento correto reduz a taxa de complicações de 68,89% para apenas 31,11%.
Fontes: