Responsável: emeis e as suas filiais; Finalidade: Responder à consulta ou pedido de informação; Legitimação: Consentimento; Destinatários: os dados não serão comunicados a terceiros, exceto se legalmente exigido; Direitos: Acesso, retificação, supressão, bem como os demais incluídos na; Mais informações: Política de Privacidade www.emeis.pt
A traqueostomia é um procedimento médico vital que assegura a entrada de ar em doentes com vias respiratórias comprometidas ou que necessitam de ventilação mecânica prolongada.
Seja temporária ou definitiva, esta intervenção transforma a forma como uma pessoa respira, fala ou realiza as suas atividades diárias.
Como especialistas em cuidado a idosos, entendemos que este procedimento pode gerar dúvidas.
Na emeis, ajudamo-lo a compreender que, com informação e cuidados precisos, é possível prevenir complicações e manter uma excelente qualidade de vida.
Tabela de Conteúdos
Imagine as vias respiratórias como uma estrada bloqueada por um desabamento (uma obstrução ou doença). A traqueostomia cria um “desvio” para o ar chegar aos pulmões.
Normalmente, o ar passa pelo nariz, boca e laringe. Na traqueostomia, o fluxo é redirecionado através de uma abertura cirúrgica no pescoço, contornando a obstrução.
A abertura ou “traqueostoma” localiza-se na parte frontal e baixa do pescoço, diretamente na traqueia. Nele, insere-se uma cânula que permite a respiração direta para os pulmões.
No doente idoso, este dispositivo reduz o esforço necessário para respirar e permite limpar as secreções pulmonares de forma mais eficaz.
Embora sejam muito usados como sinónimos, existe uma distinção médica:
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), o procedimento visa permitir a ventilação mecânica e superar obstruções críticas das vias superiores, sendo essencial para proteger a via aérea em casos de doenças neurológicas, oncológicas ou cirurgias complexas.
A DGS recomenda a traqueostomia em situações de:
Em muitos doentes idosos, estas condições são agravadas por outros riscos para a saúde que nunca devem ser negligenciados. É o caso das quedas em idosos, que podemos evitar mantendo os ambientes mais seguros e desimpedidos.
Embora menos comum, em 58% dos casos pediátricos deve-se a obstruções por entubação prolongada. É aplicado ainda em malformações craniofaciais ou doenças neuromusculares que impedem o fluxo de ar.
Para prevenir infeções e obstruções, estes são os principais cuidados:
Higiene: limpe a pele em redor do estoma com soro fisiológico, pelo menos, duas vezes por dia.
Manutenção: mantenha os fixadores e pensos sempre secos e limpos.
Aspiração: realizada apenas se necessário por profissionais habilitados, usando técnica estéril.
Humidificação: utilize filtros (narizes artificiais) ou humidificadores de ar para evitar que as secreções sequem e obstruam o tubo.
Revisão: Limpe a cânula interna a cada 8 horas (com água estéril ou soro fisiológico). Se o doente tossir excessivamente, verifique a necessidade de aspiração.
Lembre-se destas simples recomendações da emeis para melhorar a qualidade de vida dos idosos com traqueostomia:
Viver com uma traqueostomia requer ajustes, mas não impede os idosos de desfrutar de uma vida digna e confortável. A educação do doente e da família é fundamental para reduzir complicações e reinternamentos hospitalares.
Com informações de: