11 de Abril – Dia Mundial da doença de Parkinson
10/04/2024

Muitos doentes vivem em residências onde a fisioterapia e a monitorização complementam a farmacologia para manter a doença sob controlo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo com a Doença de Parkinson, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos. A prevalência da doença aumenta com a idade e é mais comum em homens do que em mulheres. Os primeiros sintomas podem incluir tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos. A doença é progressiva e resulta da morte de neurónios específicos no cérebro, o que reduz a produção de dopamina dificultando o controlo muscular e dos movimentos. Embora não haja cura, existem tratamentos disponíveis para ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“Há 14 anos recebi o diagnóstico da doença de Parkinson e desde então a doença afeta o meu dia a dia”, conta Vítor Sousa residente do Centro Sénior Club, na Póvoa de Santa iria.

“Estar numa residência ajuda-me de várias formas. Atualmente tento manter-me ativo. Realizo a classe de movimentos, faço fisioterapia e participo em algumas das atividades que são realizadas. As auxiliares de Ação Direta também permitem que o meu dia se torne mais fácil, auxiliam-me sempre que necessito, principalmente quando preciso de ajuda na higiene ou noutros aspetos. Toda a equipa acaba por estar sempre muito atenta de modo a conseguirem satisfazer as minhas necessidades para que eu consiga viver o meu dia a dia da melhor forma possível”, explica Vítor.

“Prevê-se que, com o aumento da longevidade da população, esta enfermidade aumente nos próximos 20 anos, afetando cerca de 30 mil pessoas. O tratamento farmacológico e o seguimento em Neurologia é essencial, mas é fundamental um acompanhamento contínuo de fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e acompanhamento psicológico, dependendo das condições que apresentam, e é por isso que o papel das Residências e das equipas multidisciplinares é cada vez mais importante”, explica André Rodrigues, médico coordenador das Residências emeis em Portugal.

Quais são os sintomas?

“Os sintomas iniciais foram os seguintes: caía constantemente, sentia os membros presos, tremores e dificuldades em verbalizar palavras e frases simples”, recorda Vítor.

“Atualmente a verbalização é o sintoma que mais me afeta. Tenho dificuldades em verbalizar e, por essa razão, o diálogo com as outras pessoas é um desafio pois é difícil que me compreendam. A locomoção também me afeta. Tenho já algumas dificuldades em andar, pelo que até o próprio banho acaba por ser um desafio. Normalmente, quando quero ir a algum sítio, acabo por ter de trazer várias coisas comigo para que tudo corra sem contratempos. Ir ao cinema ou ir a casa pode ser um grande desafio, por isso acabam por ser coisas que não posso fazer”, confessa.

O Médico André Rodrigues explica que “os sintomas mais característicos desta patologia são motores (tremores, rigidez, lentidão de movimentos e instabilidade postural…), embora também se possam manifestar distúrbios cognitivos, distúrbios sensoriais ou do sono, disfagia (dificuldade em engolir) ou obstipação. Portanto, nestes pacientes é necessária uma abordagem terapêutica multidisciplinar e regular que permita um cuidado efetivo focado em retardar a evolução da doença e manter a sua autonomia e qualidade de vida pelo maior tempo possível. Para isso, são utilizadas terapias não farmacológicas baseadas em atividade física, estimulação cognitiva e cuidados psicológicos e emocionais”.

“É importante que eles se sintam “capazes de fazer” para serem melhores consigo mesmos e melhorarem a sua autoestima. Para nós é muito importante trabalhar todos os aspetos, tanto os físicos como os psicológicos, pois vemos que eles trazem resultados muito benéficos”, acrescenta.

“É fundamental saber as preferências dos residentes pois isso favorece a sua participação e adesão aos ateliers e terapias. Por isso é para nós fundamental que todos os profissionais, de todas as Residências emeis tenham um bom conhecimento da história de vida dos seniores. Isso permite-lhes criar o melhor plano de acompanhamento das patologias ao mesmo tempo que os fazem sentir como se estivessem numa segunda casa”, conclui André Rodrigues.

Questionado sobre os principais medos sobre esta doença Vítor Sousa, de 80 anos, é perentório: “Medo não tenho. Sinto que terei algumas limitações no futuro, mas isso não é algo que me dê medo. Não vou a casa há muitos anos precisamente pelas limitações que tenho atualmente. A evolução futura não tem cura, mas isso não é algo que me dá medo. Fui Comando e Ranger por isso medo é algo que não tenho”.

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